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Esta não é uma declaração para o dia dos Pais

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Obrigado, pai!
Você foi a pessoa que mais me ensinou na vida.
Hoje, graças aos seus ensinamentos, tenho uma das famílias mais amadas do mundo.
Sou amado e amos os meus, incondicionalmente!
Trato minha esposa com todo o carinho e zelo que meu corpo e consciência conseguem entregar.
Brinco com meus filhos até seus corpos implorarem por descanso.
Converso com eles como se fossem parte de mim, da minha mente, da minha essência.
Tento, com esforço sobre-humano, ensina-los dos verdadeiros valores da vida, que estão muito além dos bens materiais. Dou exemplos, todos os dias.
Seus ensinamentos, meu pai, foram também fundamentais para que eu pudesse enxergar a minha mãe com mais profundidade e, com isso, traze-la para perto do meu mundo, o qual todos os dias ergo mais um tijolo ou dois.
Graças a você, meu pai, aprendi a dar o verdadeiro valor ás minhas mulheres (mãe, esposa e filha), ao meu filho por opção, às pessoas de bem e, principalmente, aos pequenos detalhes emocionais deste mundo.
Obrigado. Foi nas suas fraquezas, falhas de caráter e fugas que aprendi a ser o homem que sou, e lhe sou muito grato por isso.
Não guardo magoas do que fizestes, ou melhor, do que não fizestes. Sei que você deve ter tido seus motivos, e não lhe condeno por isso. Não mais.
Obrigado por ter sido a maior inspiração do homem que eu não queria ser, e com isso resultando no homem feliz, amoroso, amado e de bem com a vida que sou.
Licença Creative Commons
Este trabalho de André Martins, foi licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição – NãoComercial – CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada

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Publicado por em 10/08/2013 em Textos

 

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O Carrasco

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Minha foice, que carrego com pesar nos ombros,
antes de tudo serve para intimidar os fracos
e também os que escondem pecados sombrios.

Cuido bem do seu fio para ter a certeza de um corte certeiro,
e o seu peso garante um golpe único.

Não tenho pena de minhas vítimas,
pois as mesmas não tiveram pena durante seus pecados.

Confesso sentir prazer no meu trabalho,
quando penso no bem que faço ao mundo,
excluindo deste suas doenças e tumores.

Corto sim, tudo o que me fez mal,
e até mesmo o que pode vir a fazer.
Corto suas lembranças e memórias,
assim como toda e qualquer chance de perdão.

Executo almas, que não mais servem ao propósito
de me fazer bem e feliz.
Arranco pela raiz tudo e todos que ameacem,
não só a mim, mas aos meus.

Das pessoas que me fizeram mal só tenho as cicatrizes,
dos cortes que fiz em meu coração e em minha cabeça,
para arrancá-las por completo.
Tantas já foram, e sei que tantas outras ainda virão pela frente.

O carrasco em meu coração é cruel e sanguinário,
não deixe que ele apareça, pois se assim o fizer,
não terás escapatória.

O caminho é sem volta…

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Este trabalho de André Martins, foi licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição – NãoComercial – CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada

 
1 comentário

Publicado por em 17/02/2013 em Textos

 

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